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O que entra na categoria de tapetes e cortinas
A categoria reúne os têxteis de piso e de janela: tapete de sala, passadeira, tapete de banheiro e cortina de tecido. São peças que definem o conforto térmico, a acústica e a paleta do ambiente, e compensam em sala ampla, em quarto de piso frio e em qualquer cômodo que precise controlar a luz do dia.
Tapete e cortina cumprem papéis parecidos em planos diferentes. O tapete delimita a área social, aquece o piso frio e absorve o som que bate na laje. A cortina filtra a claridade, protege a privacidade e alonga a parede quando o trilho sobe acima do vão. Em apartamento de porcelanato com pé-direito baixo, essas duas camadas mudam o ambiente mais que qualquer móvel novo. A entrada natural na categoria costuma ser pela linha de tapetes grandes, que ancoram a sala inteira e definem por onde o resto da composição vai andar. A cortina vem depois, acompanhando a paleta já decidida no chão.
Quando não vale a pena colocar as duas peças ao mesmo tempo: em cômodo pequeno de piso em madeira, com janela voltada para área interna, nem o conforto térmico nem o controle de luz pesam o suficiente. Ali uma peça só resolve e o orçamento rende mais em outro cômodo. Vale segurar o tapete também em cozinha aberta de trânsito pesado, onde a gordura em suspensão encardece fibra natural em poucos meses. Nesse caso, prefira modelo lavável em máquina e guarde o investimento maior para a sala, onde a peça fica anos no mesmo lugar sem sair da posição.
Medidas de tapete e de cortina em cm
Comece pelo móvel e nunca pelo tapete: a peça de sala precisa passar pelos pés dianteiros do sofá, com pelo menos 20 cm de sobra em cada lado. Na cortina, a largura de tecido vai de 2 a 3 vezes o vão e o trilho sobe de 10 cm a 20 cm acima da janela.
Medidas de referência da curadoria Westwing; variam por modelo e por fabricante. A composição da fibra e a instrução de lavagem vêm na etiqueta, seguindo a rotulagem têxtil obrigatória fiscalizada pelo Inmetro.
| Ambiente | Peça têxtil | Medida de referência (cm) | Gramatura usual | Fibra indicada |
| Sala ampla | Tapete de estar | 250 x 300 a 300 x 400 | 2.200 a 2.800 g/m² | Lã ou polipropileno |
| Quarto de casal | Tapete de cama | 200 x 250, com 60 por lado | 1.800 a 2.400 g/m² | Algodão ou viscose |
| Corredor | Passadeira | 66 x 180 a 80 x 250 | 1.500 a 2.000 g/m² | Sisal ou juta |
| Banheiro | Tapete antiderrapante | 40 x 60 a 50 x 80 | 900 a 1.400 g/m² | Algodão com base emborrachada |
| Janela de sala | Cortina de tecido | 2,5 vezes o vão, trilho 20 acima | 180 a 300 g/m² | Linho ou voil |
Na sala, três medidas resolvem quase tudo. O 200 x 250 cm atende sofá de dois lugares em ambiente de até 14 m². O 250 x 300 cm é o padrão para sofá de três lugares com poltrona ao lado. Acima de 20 m², o 300 x 400 cm evita aquela peça que parece pequena demais no meio do piso. No quarto de casal a regra muda: o tapete deve sobrar de 60 cm a 70 cm em cada lateral da cama, para o pé descalço encontrar tecido na hora de levantar. Marque a área no chão com fita crepe e conviva com ela por um dia antes de decidir.
A tabela abaixo cruza ambiente, medida de referência e a gramatura que costuma sustentar cada uso. Na cortina, faça a conta da largura antes de olhar modelo. Um vão de 150 cm pede de 300 cm a 450 cm de tecido somando os dois painéis. A altura sai do trilho até o piso, com folga de 1 cm a 2 cm para a barra não arrastar e juntar poeira. Quem busca o efeito de parede inteira instala o trilho rente ao forro e trabalha o tecido de chão a teto. Meça nas duas pontas e no meio, porque piso e teto raramente acompanham um ao outro.
Fibras e materiais: o que muda no uso diário
A fibra decide durabilidade e manutenção: o sisal e a juta seguram tráfego alto e pedem ambiente seco, enquanto a lã aquece o piso e resiste à marca de móvel pesado. O polipropileno aceita água e sol sem desbotar, e o algodão entrega maciez, porém pede cômodo de passagem leve.
O sisal tem trama firme e resiste bem ao trânsito de corredor e de sala de entrada, mas mancha com líquido e não gosta de umidade constante. Quem quer esse aspecto natural sem abrir mão de resistência encontra opções na linha de tapete sisal, que combina com móvel de madeira clara. A lã é o oposto: fio macio, isolamento térmico real e memória boa, ou seja, o pelo levanta de novo depois que você tira o móvel de cima. Ela custa mais e pede aspirador sem batedor. Já o polipropileno é a fibra prática, aceita lavagem com água corrente e desbota pouco no sol.
Na cortina, a conta é outra e gira em torno do peso do tecido. O voil fica entre 60 g/m² e 120 g/m², filtra a luz e some à noite. O linho vai de 180 g/m² a 300 g/m², tem textura marcante, amassa com facilidade e encolhe na primeira lavagem quando não é pré-encolhido. O blackout usa camada interna que barra quase toda a claridade e ajuda no conforto acústico do quarto. Tecido pesado pede multiplicador de largura 2, porque volume demais trava o movimento diário. Leia a composição na etiqueta antes de escolher entre lavagem em casa e limpeza profissional.
Onde cada peça funciona dentro da casa
Cada cômodo pede um par diferente: a sala aceita tapete grande com cortina de linho e o quarto combina fibra macia com tecido de alta cobertura na janela. O banheiro precisa de base antiderrapante, e o quarto de criança pede peça lavável, com etiqueta e certificação visíveis na compra.
Na sala, o tapete grande une sofá e poltrona em um bloco só, e a cortina de trilho alto puxa o olhar para cima. No quarto de casal, o par ideal é fibra macia no chão com tecido de alta cobertura na janela, porque o conforto ao acordar depende dos dois. No banheiro, o critério vira segurança de pisada: os tapetes para banheiro precisam de base emborrachada e secagem rápida, e a medida de 40 x 60 cm cobre a saída do box sem atrapalhar a porta. Corredor pede passadeira estreita, de 66 cm a 80 cm de largura, que deixa rodapé aparente dos dois lados.
No quarto de criança, o piso vira área de brincadeira e o têxtil recebe uso pesado. Escolha fibra que aceite máquina, gramatura na faixa de 1.500 g/m² e base antiderrapante, e verifique se a etiqueta traz a certificação compulsória do Inmetro quando o item for classificado como produto infantil. As opções de tapetes infantis costumam trazer trama fechada, que solta menos fiapo. Na janela do quarto de bebê, a cortina precisa de fixação firme e cordão fora do alcance, e o cabeçote em ilhós facilita abrir e fechar várias vezes ao dia sem esforço.
Como combinar tapete e cortina no mesmo ambiente
Escolha uma peça para puxar a atenção e deixe a outra em tom de apoio: tapete estampado pede cortina lisa, e cortina de textura marcante pede tapete monocromático. As duas com desenho na mesma sala brigam entre si e cansam o olhar em poucas semanas de convívio.
A regra prática é simples: uma peça fala, a outra escuta. Se o tapete tem geometria ou desenho persa, a cortina entra lisa, em tom retirado da própria trama do piso. Se a cortina é de linho texturizado, com caimento pesado, o tapete pode ser liso e monocromático. Puxe a cor da cortina de um tom presente no tapete, e não o contrário, porque o piso ocupa mais área no campo de visão. Em sala integrada, mantenha a mesma família de cor nos dois ambientes para o olho ler o espaço como um bloco só, mesmo com peças de tamanhos diferentes.
A altura também entra na composição. Cortina que começa rente ao vão encurta a parede e briga com tapete grande, que já puxa a leitura para baixo. Subir o trilho de 15 cm a 20 cm reequilibra o conjunto sem obra nenhuma. Em ambiente de pé-direito de 2,60 m, a cortina de chão a teto com tapete claro abre o espaço de forma imediata. Quando a sala é escura, inverta: tecido leve na janela e tapete de tom médio no chão, que sujam menos a percepção de luz. Teste a combinação com amostras no próprio ambiente, sob luz do dia e sob luz artificial.
Limpeza e manutenção dos têxteis da casa
Aspire o tapete duas vezes por semana e gire a peça a cada seis meses para distribuir o desgaste. Lave a cortina de algodão a 30 °C em ciclo delicado, e trate a mancha na hora, absorvendo com pano seco de fora para dentro, sem esfregar a fibra.
O tapete acumula areia fina que funciona como lixa entre os fios, então a aspiração frequente prolonga a vida da peça mais que qualquer produto de limpeza. Use bocal liso em lã e em viscose, porque o batedor rotativo arranca fio dessas fibras. Gire o tapete meia volta a cada seis meses para distribuir o desgaste e a exposição ao sol. Em líquido derramado, pressione pano seco de fora para dentro até parar de transferir cor, e só então trate a área com água morna e sabão neutro. Deixe secar na horizontal e longe da luz direta, que desbota tom natural em poucas semanas.
Cortina de algodão e de poliéster costuma aceitar máquina a 30 °C em ciclo delicado, com secagem à sombra e ainda um pouco úmida, direto no trilho, o que dispensa ferro. Linho puro encolhe até 5% na primeira lavagem e por isso muitos fabricantes indicam limpeza a seco. Quando não vale a pena tentar em casa: tapete de lã de trama densa e cortina de blackout com manta térmica, porque a água encharca a base, demora dias para secar e cria odor. Nesses dois casos, a lavagem profissional sai mais barata que a troca da peça inteira.
Perguntas frequentes sobre tapetes cortinas
Qual a medida de tapete ideal para a sala?
Parta do sofá e não do ambiente. A peça precisa passar pelos pés dianteiros do sofá, com pelo menos 20 cm de sobra em cada lado. Em sala de até 14 m², o 200 x 250 cm resolve. Para sofá de três lugares com poltrona, o 250 x 300 cm é o padrão. Acima de 20 m², vá de 300 x 400 cm. Marque a área no chão com fita crepe e circule por ela um dia antes de comprar.
Quantas vezes o vão a cortina precisa ter de largura?
A faixa vai de 2 a 3 vezes a largura do vão, somando os dois painéis. Um vão de 150 cm pede de 300 cm a 450 cm de tecido. O multiplicador 2 cria franzido discreto e combina com tecido pesado, como o jacquard. O multiplicador 3 forma onda cheia e valoriza tecido leve, como o voil. Abaixo de 2 vezes, a cortina fica esticada e parece pequena para a janela.
Qual altura instalar o trilho da cortina?
Instale de 10 cm a 20 cm acima do vão. Esse deslocamento estica a parede e faz a janela parecer maior. Na largura, avance de 15 cm a 20 cm para cada lado, para o tecido aberto não cobrir o vidro. Em pé-direito alto dá para subir até o forro e trabalhar cortina de chão a teto. Meça nas duas pontas, marque com lápis e cheque o nível antes de furar a parede.
Tapete de sisal serve para sala com criança?
Serve em sala de tráfego alto, porque a trama firme aguenta pisada constante e não amassa como fibra macia. O ponto de atenção é o líquido: sisal mancha com facilidade e não gosta de umidade parada, então derramamento pede secagem imediata. Se a rotina inclui muita brincadeira com bebida e tinta, uma peça de polipropileno lavável rende mais. O sisal fica melhor em corredor, hall e sala de estar de uso adulto.
Qual gramatura escolher no tapete?
A gramatura indica quanto material existe por metro quadrado e sinaliza densidade. Para sala de uso diário, a faixa de 2.200 g/m² a 2.800 g/m² sustenta bem o peso de móvel sem marcar de forma permanente. Quarto aceita de 1.800 g/m² a 2.400 g/m². Passadeira de corredor funciona de 1.500 g/m² a 2.000 g/m². Abaixo de 1.200 g/m², a peça costuma enrugar e escorregar, e aí a base antiderrapante deixa de ser opcional.
Pode lavar cortina em máquina de casa?
Depende da composição, que vem na etiqueta seguindo a rotulagem têxtil fiscalizada pelo Inmetro. Algodão e poliéster costumam aceitar ciclo delicado a 30 °C, com secagem à sombra. Pendure ainda um pouco úmida direto no trilho e o peso do tecido dispensa o ferro. Linho puro encolhe até 5% na primeira lavagem e muitos fabricantes indicam limpeza a seco. Blackout com manta térmica não deve ir à máquina, porque a base encharca e demora dias para secar.
Tapete e cortina precisam ser da mesma cor?
Não precisam e quase nunca ficam bons iguais. O caminho seguro é escolher uma peça para puxar a atenção e deixar a outra em tom de apoio. Tapete estampado pede cortina lisa. Cortina de textura marcante pede tapete monocromático. Quando quiser conectar as duas, tire a cor da cortina de um tom já presente na trama do tapete, porque o piso ocupa mais área no campo de visão do que a janela.
Qual tapete usar no banheiro?
Procure base emborrachada antiderrapante e fibra de secagem rápida, em geral algodão com trama felpuda. A medida de 40 x 60 cm cobre a saída do box na maioria dos banheiros e não trava a abertura da porta. Em banheiro maior, o 50 x 80 cm funciona bem na frente da bancada. Lave a cada semana e seque por completo antes de devolver ao piso, porque umidade retida na base cria odor e mofo.
Cortina blackout escurece o quarto por completo?
Ela bloqueia quase toda a luz do tecido, mas a fresta decide o resultado. A claridade entra pelas laterais quando o trilho não avança pelo menos 15 cm além do vão de cada lado, e escapa por cima sem bandô ou sanca. Para chegar perto do escuro total, some largura de trilho, altura que passe do peitoril e uma persiana instalada dentro do vão. Em sala de uso diurno, o semiblackout costuma cumprir melhor o papel.
Com que frequência devo aspirar o tapete?
Duas vezes por semana em área de passagem e uma vez por semana em quarto. A areia fina age como lixa entre os fios e é ela que gasta a peça, não a pisada. Use bocal liso em lã e em viscose, já que o batedor rotativo arranca fio dessas fibras. Gire o tapete meia volta a cada seis meses para distribuir desgaste e exposição ao sol. Uma limpeza profissional a cada dois anos mantém a cor.