Compre como montar o escritório em casa e categorias relacionadas
Escolha a categoria e veja a seleção Westwing de cada peça, com curadoria de design e medidas pensadas para a sua planta.
A escrivaninha é a peça-âncora do layout
Tudo parte da escrivaninha. Ela fixa a posição do corpo, a distância do olho até a tela e o ponto onde a tomada precisa estar. Escolher a medida antes de qualquer outra peça evita o erro mais caro do escritório em casa, que é comprar na ordem inversa.
A faixa que atende a maioria das rotinas vai de 120 cm a 140 cm de largura e de 60 cm a 70 cm de profundidade. Com 120 cm cabem o notebook, um caderno aberto e a caneca sem disputa de espaço. Com 140 cm entra um segundo monitor. Abaixo de 100 cm, o tampo vira apoio de laptop e não sustenta jornada de oito horas. A profundidade importa tanto quanto a largura: menos de 55 cm aproxima demais a tela do rosto e força o pescoço. Para comparar formatos e acabamentos, vale ver a linha de escrivaninhas antes de decidir o resto.
A altura do tampo é o número que mais gente ignora. A faixa confortável fica entre 72 cm e 75 cm do chão, medida que combina com a maioria das cadeiras de escritório. Tampo acima de 78 cm levanta os ombros e cria tensão no trapézio ao fim do dia. Tampo abaixo de 70 cm curva a coluna para a frente. Deixe ainda 60 cm de vão livre embaixo, sem gaveteiro nem travessa, para as pernas cruzarem e mudarem de posição. Se a mesa que você já tem estiver alta demais, o ajuste sai pela cadeira e por um apoio de pés.
Cadeira ergonômica e altura de trabalho
A cadeira ajusta o corpo ao tampo que já existe. Procure assento regulável entre 40 cm e 52 cm do chão, encosto com apoio lombar e braços que passem por baixo da mesa. Sem regulagem de altura, nenhuma outra medida do posto se resolve.
A regulagem certa segue uma sequência simples. Suba ou desça o assento até que o antebraço fique paralelo ao tampo, com o cotovelo em ângulo perto de 90 graus. Depois olhe para os pés: se eles não apoiarem inteiros no chão, entre com um apoio de 5 cm a 10 cm de altura. O encosto precisa tocar a lombar na curva natural da coluna, e a profundidade do assento deve deixar dois dedos de folga entre a borda e a dobra do joelho. Modelos com essa faixa de ajuste aparecem na seleção de cadeiras de escritório, com opções de tela e de estofado.
O monitor entra depois da cadeira, nunca antes. Com o corpo já ajustado, posicione a tela de forma que o topo fique na altura dos olhos e o centro cerca de 15 graus abaixo dessa linha. A distância confortável vai de 50 cm a 70 cm do rosto, mais ou menos o comprimento do braço esticado. Quem trabalha só de notebook precisa de suporte, porque a tela baixa puxa a cabeça para a frente e sobrecarrega a cervical durante horas. Um suporte simples com teclado externo resolve a maior parte das dores de fim de tarde.
Medidas e circulação em centímetros
O posto de trabalho ocupa mais chão do que a mesa sugere. Some a profundidade do tampo, o espaço da cadeira recuada e a folga de passagem. Sem 70 cm livres atrás do assento, sair da mesa vira manobra e a cadeira bate na parede todo dia.
Medidas de referência da curadoria Westwing; variam por modelo. A ABNT NBR 13962 fixa os requisitos e os métodos de ensaio para cadeiras de escritório, incluindo a faixa de regulagem de altura do assento.
| Peça | Função no posto de trabalho | Medida de referência (cm) | Regulagem ou detalhe | Espaço livre necessário |
| Escrivaninha | Superfície de trabalho e âncora do layout | 120 a 140 de largura · 60 a 70 de profundidade | Tampo entre 72 e 75 de altura | 60 de vão livre para as pernas |
| Cadeira de escritório | Apoio da lombar em jornada longa | 45 a 50 de largura de assento | Assento regulável entre 40 e 52 | 70 atrás para girar e levantar |
| Monitor ou suporte | Alinhamento da cervical e do olhar | 24 a 27 polegadas de tela | Topo da tela na altura dos olhos | 50 a 70 de distância do rosto |
| Estante | Livro, pasta suspensa e caixa fechada | 60 a 90 de largura por módulo | Prateleira útil de 30 a 35 de profundidade | 70 de corredor de acesso |
| Luminária de mesa | Luz de tarefa sobre o documento | 40 a 50 de altura da base ao foco | Haste articulada e temperatura neutra | 20 de tampo livre na lateral |
Faça a conta antes de comprar. Uma escrivaninha de 60 cm de profundidade mais a cadeira recuada pede algo próximo de 160 cm do tampo até a parede de trás. Desses, 70 cm são a circulação mínima para girar e levantar sem esbarrar. Se o posto ficar num corredor de passagem, suba essa folga para 90 cm, porque outra pessoa vai atravessar durante a chamada de vídeo. Marque o retângulo no chão com fita crepe e simule dois dias de uso. Esse teste custa nada e evita a devolução de um móvel que não entra pela porta do cômodo.
A estante segue a mesma lógica de folga. Prateleira de 30 cm a 35 cm de profundidade guarda o livro, a pasta suspensa e a caixa organizadora sem sobra inútil, e o corredor de acesso pede os mesmos 70 cm para abrir uma gaveta agachado. Prefira módulos de 60 cm a 90 cm de largura, que aceitam caixas padronizadas e crescem em conjunto quando o acervo aumenta. A tabela abaixo reúne as peças do posto com a medida de referência de cada uma, para você conferir contra a planta do cômodo antes de fechar qualquer compra.
Estante e o que fica ao alcance da mão
Divida o acervo em três alturas. O que você usa toda hora fica entre o quadril e o ombro. O que entra na rotina semanal sobe ou desce um nível. Arquivo morto vai para a prateleira alta, dentro de caixa fechada, longe da poeira e da vista.
A prateleira na altura dos olhos é o espaço mais valioso do escritório e costuma ser desperdiçada com enfeite. Reserve essa faixa para o que a mão busca sem pensar: o caderno da semana, a pasta do projeto em curso, o carregador de reserva. Livros pesados descem para a base, que aguenta mais carga e abaixa o centro de gravidade do móvel. Peças decorativas ficam nas pontas, quebrando a monotonia da linha de lombadas. Estantes moduladas resolvem bem esse zoneamento, e a seleção de estantes traz formatos que combinam com escrivaninha de canto.
Caixas fechadas fazem o trabalho pesado no visual. Elas escondem cabo antigo, papel de imposto e material que só aparece uma vez por ano, e transformam bagunça em bloco uniforme. Padronize cor e tamanho dentro de cada prateleira, mesmo que a estante inteira misture modelos. Etiquete a frente, porque caixa sem identificação vira caixa que ninguém abre. Deixe uma prateleira vazia desde o começo, porque o acervo de escritório sempre cresce ao longo do ano. Essa folga evita a pilha horizontal em cima dos livros, que costuma ser o primeiro sinal de estante saturada.
Luz de tarefa e organização de cabo
A luz do teto ilumina o cômodo, não a mesa. O posto de trabalho pede uma luminária dedicada, posicionada do lado oposto à mão que escreve. Cabo solto é o outro ponto cego: ele suja o visual e prende o pé de quem passa atrás da cadeira.
Coloque a luminária à esquerda de quem é destro e à direita de quem é canhoto, para a mão não projetar sombra sobre o papel. Haste articulada resolve melhor que base fixa, porque o foco muda conforme a tarefa. Temperatura de cor neutra, na faixa de 4000 K, mantém a atenção sem cansar a vista no fim da tarde. À noite, some uma fonte indireta na parede: tela clara em ambiente escuro força o olho e piora a dor de cabeça. Uma luminária de 40 cm a 50 cm de altura cobre o tampo inteiro sem ocupar área útil de trabalho.
Cabo pede um plano tão concreto quanto a luz. Fixe uma calha ou uma bandeja sob o tampo e passe tudo por lá, deixando só a ponta de cada aparelho aparecer. Régua de tomada parafusada na lateral da escrivaninha tira o emaranhado do chão e facilita a limpeza. Enrole a sobra em laço frouxo, nunca apertado, porque a dobra permanente rompe o fio por dentro e encurta a vida do acessório. A bandeja, o porta-canetas e a caixa de mesa mantêm a superfície livre para o trabalho do dia, e a seleção de organizadores de escritório cobre esse acabamento final.
Escritório em canto de sala
Nem toda casa tem cômodo sobrando. O posto de trabalho em canto de sala funciona quando ganha delimitação visual, luz própria e um sistema de guardar que fecha no fim do expediente. O objetivo é o trabalho sumir quando o dia acaba.
Escolha o canto com parede em duas faces e longe da rota entre a porta e o sofá. Uma escrivaninha de 100 cm a 120 cm encosta bem nessa quina e ainda deixa passagem. Delimite o espaço com um tapete pequeno, um painel de fundo ou uma estante estreita que faça as vezes de divisória. A luz de tarefa cumpre papel duplo aqui: acesa, marca o horário de trabalho; apagada, devolve o canto à sala. Prefira móvel com a mesma família de acabamento do resto do ambiente, para o posto parecer parte da decoração e não um enxerto de escritório.
Quando não vale a pena: se o único canto disponível fica de frente para a televisão, no meio da circulação ou num vão sem tomada próxima, o posto fixo vira fonte de atrito diário. Nesses casos, uma mesa dobrável ou um carrinho com rodízio rende mais, porque monta e desmonta conforme a hora. Vale o mesmo para quem trabalha poucas horas por semana em casa. Guardar o material em caixas fechadas e usar a mesa de jantar sai mais barato e devolve a sala inteira à família no fim do expediente.
Perguntas frequentes sobre escritório em casa
Qual a medida ideal de uma escrivaninha para casa?
A faixa que atende a maioria das rotinas vai de 120 cm a 140 cm de largura e de 60 cm a 70 cm de profundidade. Com 120 cm cabem o notebook, um caderno aberto e a caneca. Com 140 cm entra um segundo monitor com folga. A altura do tampo deve ficar entre 72 cm e 75 cm do chão, e o vão livre embaixo precisa de pelo menos 60 cm para as pernas.
Qual a altura correta do tampo de trabalho?
Entre 72 cm e 75 cm do chão. Nessa faixa, o antebraço fica paralelo ao tampo com o cotovelo em ângulo perto de 90 graus, que é a posição que poupa o ombro em jornada longa. Tampo acima de 78 cm levanta os ombros e cria tensão no trapézio. Abaixo de 70 cm, a coluna curva para a frente. Quando a mesa já existe e está alta, ajuste pela cadeira e use apoio de pés.
Como escolher a cadeira de escritório certa?
Procure três características antes do desenho. Assento com regulagem de altura entre 40 cm e 52 cm do chão, encosto que toque a lombar na curva natural da coluna e braços que passem por baixo do tampo. A profundidade do assento deve deixar dois dedos de folga entre a borda e a dobra do joelho. A ABNT NBR 13962 trata desses requisitos e dos ensaios aplicados a cadeiras de escritório.
Quanto espaço preciso deixar atrás da cadeira?
Reserve 70 cm livres entre a borda da mesa e a parede de trás para girar, levantar e recuar a cadeira sem esbarrar. Se o posto ficar num corredor de passagem, suba essa folga para 90 cm, porque outra pessoa vai atravessar durante o expediente. Somando o tampo de 60 cm com a área da cadeira, o posto completo pede cerca de 160 cm de profundidade total no cômodo.
Qual a altura certa do monitor?
O topo da tela fica na altura dos olhos e o centro cerca de 15 graus abaixo dessa linha. A distância confortável vai de 50 cm a 70 cm do rosto, mais ou menos o comprimento do braço esticado. Quem usa apenas notebook precisa de suporte com teclado externo, porque a tela baixa puxa a cabeça para a frente e sobrecarrega a cervical ao longo de horas de trabalho.
Que iluminação usar no escritório em casa?
A luz do teto ilumina o cômodo e não resolve a mesa. Some uma luminária de tarefa de 40 cm a 50 cm de altura, posicionada à esquerda de quem é destro e à direita de quem é canhoto, para a mão não projetar sombra. Temperatura neutra, na faixa de 4000 K, mantém a atenção sem cansar a vista. À noite, acrescente uma fonte indireta na parede para reduzir o contraste com a tela.
Como organizar os cabos da mesa de trabalho?
Fixe uma calha ou uma bandeja sob o tampo e passe todos os fios por lá, deixando só a ponta de cada aparelho à vista. Parafuse a régua de tomada na lateral da escrivaninha, o que tira o emaranhado do chão e facilita a limpeza. Enrole a sobra em laço frouxo, nunca apertado, porque a dobra permanente rompe o condutor por dentro e encurta a vida do cabo.
Dá para montar escritório em um canto da sala?
Dá, e funciona bem quando o canto tem parede em duas faces e fica longe da rota entre a porta e o sofá. Uma escrivaninha de 100 cm a 120 cm encosta na quina e ainda deixa passagem. Delimite a área com tapete pequeno, painel de fundo ou estante estreita. Escolha móvel com a mesma família de acabamento da sala, para o posto parecer parte da decoração.
Que profundidade de prateleira usar na estante?
De 30 cm a 35 cm resolve a maior parte do acervo de escritório, incluindo livro, pasta suspensa e caixa organizadora, sem criar sobra inútil no fundo. Módulos de 60 cm a 90 cm de largura aceitam caixas padronizadas e crescem em conjunto quando o material aumenta. Deixe 70 cm de corredor de acesso à frente do móvel, espaço suficiente para agachar e abrir uma gaveta baixa.
O que deixar ao alcance da mão na mesa?
Trabalhe com três alturas. Entre o quadril e o ombro fica o uso diário: caderno da semana, pasta do projeto em curso e carregador de reserva. Um nível acima ou abaixo entra o uso semanal. Arquivo morto sobe para a prateleira alta, dentro de caixa fechada e etiquetada. Sobre o tampo, mantenha só o que você toca todo dia, porque superfície livre reduz o tempo de retomada depois de cada pausa.