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Cortinas de Tecido
A cortina de tecido faz duas coisas ao mesmo tempo: controla a luz e dá altura à parede. O resultado depende menos do modelo e mais da conta que você faz antes de comprar. Largura curta deixa o franzido pobre e a cortina parece uma toalha esticada. Trilho instalado rente ao vão encurta o pé-direito. Barra que arrasta no chão junta poeira e desfia. Esta página reúne as medidas em cm que funcionam, explica cada tipo de cabeçote e mostra qual tecido segura a luz do fim de tarde no quarto.
Atualizado em 30 de julho de 2026 · Westwing Brasil
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Como medir a cortina em cm antes de comprar
| Tipo de janela | Largura do vão (cm) | Largura de tecido | Cabeçote indicado | Altura do trilho acima do vão |
|---|---|---|---|---|
| Janela de cozinha | 90 a 120 | 2 vezes o vão | Ilhós | 10 cm acima |
| Janela de quarto | 120 a 150 | 2,5 vezes o vão | Prega macho | 15 cm acima |
| Janela de sala | 180 a 250 | 3 vezes o vão | Tape | 20 cm acima |
| Porta de varanda | 200 a 300 | 2 vezes o vão | Ilhós | 10 cm acima |
| Parede inteira de sala | 300 a 400 | 2,5 vezes o vão | Tape | 20 cm acima |
Comece pela largura. Um vão de 150 cm pede entre 300 cm e 450 cm de tecido somados, contando os dois painéis. O multiplicador 2 dá um franzido discreto, bom para tecido pesado como o jacquard. O multiplicador 3 cria onda cheia e valoriza tecido leve como o voil. Abaixo de 2 vezes, a cortina fica esticada e parece pequena para a janela. Depois meça a altura, do ponto onde o trilho vai ficar até o piso, e desconte de 1 cm a 2 cm para a barra não arrastar. Meça nas duas pontas e no meio, porque piso e teto raramente estão no nível.
A tabela abaixo cruza tipo de janela, largura do vão e o cabeçote que costuma cair melhor em cada caso. Use os valores como ponto de partida e ajuste ao seu ambiente. Cortina de chão a teto pede atenção extra: se a altura passar de 280 cm, o peso do tecido exige trilho reforçado e mais pontos de fixação. Em janela pequena, o caminho contrário funciona bem, com painel único puxado para um lado só, o que libera a vista sem tirar a moldura de tecido. Nesse caso, mantenha o mesmo multiplicador de largura para o franzido não ficar pobre.
Trilho ou varão e a altura de instalação
A altura de instalação muda a percepção do ambiente inteiro. Fixar o trilho a 15 cm acima do vão já levanta o olhar e alonga a parede. Em pé-direito alto, dá para subir até o forro e trabalhar com cortina de chão a teto, que é o efeito mais generoso. O limite é o bom senso: se o trilho ficar muito acima, o vidro aparece descoberto na parte de cima e o quarto perde o controle de luz pela manhã. Meça o vão, marque a linha com lápis e cheque o nível antes de furar.
Trilho e varão resolvem o mesmo problema com estéticas diferentes. O trilho fica discreto, aceita cortina de cabeçote em prega ou em tape e desliza melhor em vão largo. O varão vira elemento de decoração, combina com ilhós e pede espaço livre nas laterais para a ponteira. Em ambos, o número de suportes muda com o peso: a cada 100 cm de largura, use ao menos um apoio intermediário. Os acessórios de cortinas e persianas completam a instalação, com prendedor, ponteira e suporte de parede. Vale medir a distância até o forro antes de comprar o kit de fixação.
Cabeçotes e o franzido que cada um cria
O ilhós é o mais prático do grupo. Os anéis de metal correm direto no varão, a abertura é rápida e a onda sai regular do alto até a barra. Ele combina com estilo moderno e com tecido de peso médio. A prega macho pede costura e trilho, e entrega o visual mais formal, com volume controlado na parte de cima. É o cabeçote que aparece em projeto de sala de jantar e em quarto de casal. Já o xale, com uma bainha simples por onde o varão passa, é o mais econômico e o menos prático, porque a cortina não desliza com facilidade.
O tape é a fita franzidora costurada atrás do tecido. Você puxa os cordões e decide o quanto de franzido quer, o que ajuda quando a largura do vão não é exata. Ele funciona com trilho e com varão de perfil fino. Na hora de escolher, pense no gesto de todo dia: se a cortina abre e fecha várias vezes, o ilhós e o trilho ganham. Se ela fica quase sempre fechada, como em quarto de bebê, a prega macho compensa pelo acabamento. Cabeçote errado não estraga o tecido, mas incomoda todo dia.
Tecidos e o caimento de cada um
O linho é o queridinho das salas por causa da textura irregular, que dá ar natural mesmo em ambiente contemporâneo. Ele amassa com facilidade, o que faz parte do charme, e encolhe na primeira lavagem se não for pré-encolhido. O voil funciona como véu: deixa passar luz difusa, protege da vista de fora durante o dia e some quase por completo à noite. Ele quase sempre aparece em dupla com um segundo painel mais pesado. Quem monta a sala inteira costuma escolher a cortina junto com os tapetes para sala e quarto, porque as duas peças definem a paleta do ambiente.
O jacquard tem trama em relevo e peso, o que garante caimento reto e ondas largas. Ele pede multiplicador 2, porque volume demais deixa a barra pesada e difícil de puxar. O blackout usa uma camada interna que barra a luz e também ajuda no conforto térmico e no som do quarto. A textura costuma ser mais rígida, então prefira cabeçote de ilhós ou tape para facilitar o movimento. Antes de fechar a compra, veja a composição na etiqueta: ela indica se o tecido aceita máquina e qual a temperatura de lavagem.
Blecaute ou semiblecaute: quanto de luz sobra
O blecaute resolve o escuro, mas não sozinho. A luz entra pelas laterais quando o trilho não avança pelo menos 15 cm além do vão de cada lado, e escapa por cima quando não existe bandô ou sanca. Para chegar perto do escuro total, some largura de trilho e cortina com altura que passe do peitoril. Em quarto onde a janela é pequena, uma persiana de rolo blecaute instalada dentro do vão trabalha junto com a cortina de tecido e fecha as frestas que sobram. Meça o vão por dentro antes, porque a persiana precisa de folga de 1 cm em cada lateral.
Quando não vale a pena investir em blecaute: em sala de estar que usa a janela o dia inteiro e em cozinha, onde a luz natural é bem-vinda e o tecido pesado atrapalha a ventilação. Nesses ambientes o voil ou o semiblecaute cumprem melhor o papel, porque filtram sem apagar. Outro caso é o quarto de quem acorda cedo e prefere despertar com a claridade da manhã. Blecaute ali vira obstáculo. Decida pelo horário de uso do cômodo, não pela ficha técnica do tecido. Anote quantas horas o cômodo fica ocupado durante o dia e deixe a resposta guiar a compra.
Lavagem, encolhimento e manutenção
O encolhimento é o problema mais comum depois da instalação. Linho e algodão cru reagem à água quente e à secagem em máquina. Se o tecido não vier pré-encolhido, some de 5 cm a 12 cm à altura na hora de comprar, ou leve a peça para lavagem a seco desde a primeira vez. Poliéster e blackout com camada técnica praticamente não mexem na medida, o que os torna a escolha segura para quem lava em casa. Água fria, ciclo delicado e nada de torcer é a receita que preserva o caimento por mais tempo.
A manutenção do dia a dia é simples. Passe o aspirador com bocal de escova no tecido a cada quinze dias, de cima para baixo, para tirar poeira antes que ela se fixe na trama. Cortina de sala perto de janela aberta suja mais rápido e pede lavagem a cada seis meses. No quarto, uma vez por ano resolve. Pendure ainda úmida para o próprio peso desfazer o vinco e evite passar ferro direto no linho. Se a cortina vai virar o ponto de cor do cômodo, olhe as opções de decoração antes de fechar a paleta.
Perguntas frequentes sobre cortinas
Qual a largura ideal de cortina para o meu vão?
A que altura instalar o trilho da cortina?
Qual a folga entre a cortina e o chão?
Qual a diferença entre trilho e varão?
Qual cabeçote de cortina escolher?
Qual tecido é melhor para cortina de sala?
Cortina de linho encolhe na lavagem?
Blecaute e semiblecaute: qual a diferença?
Posso lavar cortina em casa na máquina?
Cortina pode ir do teto ao chão em quarto pequeno?
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