Por que pulamos Carnaval? A história da festa brasileira

Tem algo mais brasileiro do que o Carnaval? Uma das principais festas populares do Brasil está prestes a acontecer – mas você sabia que o surgimento da data não foi uma invenção necessariamente brasileira?

A origem do Carnaval

Segundo a revista “Superinteressante”, a origem do Carnaval remonta à Antiguidade Clássica. Historiadores constataram que a festa como conhecemos hoje é, na verdade, uma herança de costumes dos povos egípcios, hebreus, gregos e romanos. Antigamente, esses povos celebravam o sucesso de grandes colheitas com festejos pagãos que louvavam as divindades. Naquele tempo, as escolas eram fechadas, os escravos liberados e o povo saia às ruas para dançar e comemorar os bons resultados.

Foto de foliões no carnaval na praia | westwing.com.br

Foto: Pedro Kirilos/Riotur

Já naquela época, os “carrum navalis”, expressão que pode ser traduzida como “carros navais”, já roubavam a cena como aquilo que atualmente conhecemos como carros alegóricos. No passado, as estruturas semelhantes a navios carregavam homens e mulheres nus, tradição que se manteve nos desfiles até hoje. Alguns pesquisadores, inclusive, enxergam na palavra “carro naval” a origem de “carnaval”.

Mas para a maior parte dos historiadores, o nome vem de outra expressão: “carnem levare”, que significa “retirar ou ficar livre da carne”. Na Idade Média, as festas pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica como forma de marcar os últimos dias de “liberdade” antes das restrições impostas pelo período da quaresma, que proíbe o consumo de carne. A tradição logo foi se espalhando pelos países católicos e ganhando diferentes versões.

No Brasil, o Carnaval herdou costumes de Portugal, como o “entrudo”, uma folia que popularizou as brincadeiras com água no século XVII. Naquele tempo, a festa ainda não tinha música e nem dança. As “guerras de água” eram a principal atração entre os foliões.

Foliões na rua com confetes e serpentinas tocado marchinhas | westwing.com.br

Foto: Luiz Maia/Flickr

As marchinhas de carnaval

Eternizadas nas vozes de Mario Lago, Carmen Miranda, as marchinhas de Carnaval começaram a dar o ritmo da festa entre as décadas de 1930 e 1950.  Mas a primeira canção criada especialmente para a folia nasceu bem antes. Em 1899, Chiquinha Gonzaga escreveu a música “Ó Abre Alas”, considerada a primeira marchinha de carnaval da história. Depois dela, vieram criações icônicas como “Mamãe eu quero”, de Jararaca e Vicente Paiva, “Aurora”, de Mario Lago e “Cachaça”, de Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato.

Gif Carmen Miranda | westwing.com.br

Os blocos de carnaval

Os primeiros blocos de Carnaval surgiram nas ruas no início do século XIX. De acordo com os historiadores, o primeiro que se teve notícia foi o Zé Pereira, criado pelo sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates em 1846. Naquele ano, ele saiu pelas ruas do Rio de Janeiro ao som de um estrondoso bumbo. A folia chamou a atenção de quem passava pelo local e aglomerou uma multidão. Com o passar dos anos, os blocos foram se popularizando de norte a sul do País e hoje são a principal atração do carnaval. Qual o seu preferido?

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Rafael Belém

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