João Batista Vilanova Artigas

João Batista Vilanova Artigas

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Guia Westwing paraJoão Batista Vilanova Artigas

Não é todo brasileiro que conhece um dos maiores nomes da Arquitetura Paulista. Não é todo brasileiro que sabe olhar para uma obra e reconhecer João Batista Vilanova Artigas, mas talvez todo brasileiro consiga perceber sensibilidade e inovação quando se depara com um projeto de João Batista Vilanova Artigas – exemplo para futuras gerações por suas brilhantes associações a efetividade e engajamento político-social, densidade poética a apuro técnico, inquietude a coerência ideológica.

As realizações de João Batista Vilanova Artigas não se limitam ao contexto arquitetônico. Ele também foi contribuinte de muitas tendências contraculturais, inovações de cunho político-social atreladas à arquitetura e, sobretudo, um pensador que ia de encontro à situação brasileira nos tempos de chumbo. Seja no campo político, no universo acadêmico ou nas formas e cores da arquitetura, João Batista Vilanova Artigas contribuiu muito por onde passou e se instalou. Saiba muito mais sobre o artista aqui no Westwing!

João Batista Vilanova Artigas – Formação

Apesar de chamado criador do movimento arquitetônico conhecido como Escola Paulista, João Batista Vilanova Artigas nasceu em Curitiba, no estado do Paraná, no ano de 1915. Durante sua vida, seu maior feito for ser muito bom nas ocupações que se propôs a estudar, e são as de arquiteto, engenheiro, urbanista e professor. Sua formação passa pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – que na época oferecia dupla formação envolvendo engenharia e arquitetura. Logo após ser estagiário de uma construtora famosa da época, decide iniciar uma empresa de projeto e construção junto a Duílio Marone – a Artigas & Marone Engenheiros.

Nesta mesma época, participa de exposições e mostras da chamada Família Artística Paulista (FAP). No ano de 1944, este que é o início de uma fase muito diversa na vida de João Batista Vilanova Artigas, afasta-se da construtora que fundou e opta por montar seu próprio negócio ao lado de um parceiro calculista. Nesta época e fruto de grande efervescência política e desejo de regulamentar a profissão que exercia, funda, com auxílio de colegas, a representação do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/SP) na cidade de São Paulo e filia-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) no ano seguinte.João Batista Vilanova Artigas

A partir deste momento, João Batista Vilanova Artigas começa a se tornar uma figura célebre e, em 47, recebe bolsa de estudo da Fundação Guggenheim que lhe possibilita viajar por aproximadamente um ano pelos Estados Unidos.

João Batista Vilanova Artigas – Docência

João Batista Vilanova Artigas, pouco depois de sua associação ao PCB, se envolve na criação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), lugar onde passa a dar aulas. Tornou-se em pouquíssimo tempo um dos professores que mias se envolveu com os rumos que esta faculdade tomaria: João Batista Vilanova Artigas criou o projeto de reformulação curricular, implantado na década de 1960. O papel desta nova visão era de redefinição do perfil de profissionais os quais seriam formados. Para tanto, foi necessário uma nova sede que dissesse tudo isso, em formas e edificações, sobre esta nova existência do curto: um edifício localizado na Cidade Universitária que leva a assinatura de João Batista Vilanova Artigas e sintetiza o pensamento arquitetônico que tinha.

Tais mudanças curriculares foram essenciais ao definirem muitas novas possibilidades aos estudantes e ao mercado de trabalho que receberia uma atuação profissional totalmente reformulada e muito mais eficaz. Os novos arquitetos passavam a ter artifícios como desenho industrial e programação visual associados a eles, já que o país passava por um processo de acirrados planos de desenvolvimento e, segundo João Batista Vilanova Artigas, o arquiteto deveria fazer parte total disso.

João Batista Vilanova Artigas – Política

Época de Guerra Fria, João Batista Vilanova Artigas radicaliza fortemente seus discursos com tons ideológicos os quais publicava em revistas que colaborava e, neste ínterim, viajou para a União Soviética e se decepcionou muito com as artes e arquitetura do Realismo Socialista.
Mergulhado por algum tempo em uma crise profissional, em meados da década de 50 exibe sua verdadeira movimentação e inspiração artística, nas obras Olga Baeta, 1956, Rubem de Mendonça (“casa dos triângulos”), 1958, segunda residência Taques Bittencourt, 1959.

Logo depois de, anos mais tarde, propor uma nova revolução didática para o ensino de arquitetura na FAU-USP, João Batista Vilanova Artigas é preso por conta da ditadura no país – que resultou em períodos de exílio para o arquiteto. Vai para o Uruguai e regressa ao Brasil, passando assim a viver na clandestinidade. No fim da ditadura, volta para suas aulas e para sua vida às claras e, no ano em que recebe o título de professor titular, morre – 1985.

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