Gerrit Rietveld

Gerrit Rietveld

Compartilhe

WESTWING NA MÍDIA:
Quer saber mais? Leia nosso guia!

Guia Westwing paraGerrit Rietveld

Em um mundo oval, posto em um universo que não se compreende, ao certo, a dimensão de seus extremos – se é que há –, Gerrit Rietveld (1888 — 1964) enxergava um horizonte artístico de formas bem definidas, ainda que abstratas em todas as suas concepções e tentativas de complementarem umas às outras. Com denso destaque na produção de mobiliários diversos, com foco profundo nas cadeiras, sua visão revolucionou uma série de modificações na maneira de produzir móveis.

E, como nada precisa ter o seu lugar exclusivo e definitivo, Rietveld, tal qual o Westwing, procura inovar a cada nova procura por um diferencial na vida. Seja em uma cadeira, uma ideia que causa extravagante estranhamento ou em uma mobília que, pela falta de identidade com as outras peças, causa harmonia, o Westwing convida você a conhecer a assimetria ideal concebida pelo holandês Gerrit Rietveld!

Assimetria em nome de composições equilibradas

Assim como quem se cansa de ver, todos os dias, os mesmos sintomas se espalhando pelo mobiliário popular – muito disso, em parte, por passar a juventude como auxiliar do pai em sua marcenaria –, Gerrit Rietveld saiu em busca de liberdade criativa, e a encontrou, de imediato, ao abrir a sua própria oficina, em 1917.

Na mesma época, o embrionário de sua peça mais marcante, e que o acompanha, em legado vitalício, até os dias atuais, surgiu: a poltrona Red Blue. Curiosamente, o conceito de Rietveld nasceu sem a característica que dá nome a ela, inclusive, que é a mistura de ambas as cores.

O projeto seguia, rigorosamente, formas rudimentares no seu design, lembrando as técnicas de produção industrial, o que o levou a flertar de forma intensa com o De Stijl, um movimento artístico cujo berço foi a própria Holanda, a partir de 1917, e buscava cravar o seu marco no desequilíbrio do abstracionismo geométrico.

A poltrona Red Blue de Gerrit Rietveld

A criação, que é tida como uma das peças mais conceituadas do design moderno, nada mais é do que duas placas de compensado misturadas a formas finas de madeira. Mas a disposição dos elementos fez com que a atração geométrica de Gerrit Rietveld chamasse a atenção de um grupo que pregava as mesmas noções estéticas e artísticas.

Em 1924, com as ideias mais consolidadas, a Casa Schröder é erguida, na cidade holandesa de Utrecht, e recebe a honraria de ser uma espécie de manifesto do movimento De Stijl – e de Rietveld. O projeto arquitetônico se destaca e diferencia, do cenário urbano, pela assimetria das formas geométricas que compõem toda a sua fachada. Planos sobrepostos e cores fortes eram outros trunfos da obra.

Da poltrona Red Blue a novos marcos e movimentos

Mas, com os anos, as ideias do artista e do movimento que o atraiu, a princípio, se distanciaram. Isso não impediu, no entanto, que ele deixasse de contribuir com peças cujas formas geométricas fizessem presença no seu portfólio, que, ao fim de sua vida, já continha quase 450 peças, entre projetos de mobília e obras arquitetônicas.

Gerrit Rietveld e os ângulos agudos

Entre as obras deixadas pelo designer Gerrit Rietveld estão as famosas cadeiras Zigzag, moldadas a partir de quatro placas de madeira, e o pavilhão holandês na Bienal de Veneza. A primeira segue os padrões geométricos propostos pelo artista, bem como grande parte dos moeis criados por ele.

Na decoração do lar, o Westwing encoraja o uso dessas peças para acentuar o estilo dos seus ambientes, principalmente quando compostos pela assimetria tão desejada e trabalhada por Gerrit Rietveld. Suas peças, ainda presentes aqui e acolá, ou inspiradas por artistas jovens, elaboram novos planos e concepções a uma mesma visão. Por isso, são tão celebradas para arrancar a normalidade da sua decoração.

Próximas campanhas